Madelaine fala sobre reinventar a ‘garota malvada’ – Madelaine Petsch Brasil

Madelaine fala sobre reinventar a ‘garota malvada’

Publicado por annacst

A má garota
ficou boa:

A Madelaine Petsch, de ‘Riverdale’, sobre reinventar a “garota malvada”.

Madelaine Petsch – AKA Cheryl “bombshell” Blossom – tinha acabado de finalizar um dia agitado de reuniões quando conversei com ela por telefone de L.A. São apenas algumas semanas antes da terceira temporada estrear nos EUA, e o elenco está se preparando para um ativo mês a frente. Eles já apareceram na Rolling Stone e Madelaine é a estrela da capa de nossa edição #27. Para Madelaine, isso tudo ainda vem como um choque. “Eu tenho que me beliscar diariamente com essas coisas loucas e legais que eu consigo fazer.” ela diz. “Eu estou constantemente espantada com o que eu consigo fazer em minha vida. Toda jovem atriz sonha com essas coisas.”
Adaptada da amada Archie Comics, que tem sido impressa por mais de 75 anos, a versão de TV de Riverdale transportou a série de seu cenário centro-oestino paradisíaco para uma versão mais sinistra da cidade. Doces aventuras colegiais foram substituídas por enredos bons e angustiantes. que lidam duramente com tópicos como desalojamento, saúde mental e cyberbullying. Está rapidamente se tornando um sucesso de críticas e tem acumulado enormes seguidores online.
Cheryl Blossom era novata nos quadrinhos, não aparecendo até 1982, mais de 40 anos depois da saga começar. No entanto, ela está posicionada na frente e centro da primeira temporada da série. O episódio piloto começa com Cheryl elegantemente vestida em um vestido vitoriano, atravessando o rio com seu irmão Jason. A câmera corta e ela está sentada em uma pedra, lágrimas correndo por suas bochechas, e descobrimos que seu irmão foi assassinado. O resto da temporada acompanha Archie e seu grupo de amigos, que tentam desvendar o mistério de sua morte.

Riverdale é um drama adolescente que se delicia em corromper as tropas de gênero. Nós temos o típico bom garoto Archie, a ‘garota-da-porta-ao-lado’ Betty e a garota rica e mimada Veronica – mas nenhum desses personagens age como esperamos. Isso é especialmente verdade para Cheryl Blossom, quem inicialmente se adequa ao molde de ‘garota malvada’. Suas viciantes represálias cruéis e de uma linha, sem mencionar o fato dela ser a chefe das líderes de torcida, inicialmente a prendem dentro de um personagem estereotipado. Na verdade, Betty diz a ela no primeiro episódio “Você pode ser um estúpido personagem de um filme dos anos 90, mas eu não.”

Contudo, ao desenrolar da temporada, nós rapidamente aprendemos que esse não é o caso. Como Madelaine coloca: “Você percebe que isso é apenas uma fachada e que ela na verdade é uma jovem garota bastante quebrada, bastante sozinha e bastante perturbada. A única pessoa que ela amou no mundo todo – seu irmão – foi assassinado e ela vive nessa jaula de negatividade em casa.” Como resultado, Cheryl rapidamente se transforma num personagem mais complexo e tridimensional. “Você começa a entender porque ela é essa “menina malvada” na primeira temporada, o que você raramente consegue ver na televisão. Nós nunca conseguimos ver seus lados vulneráveis.”
Uma grande reviravolta na jornada de Cheryl foi a estória de ter se assumido. Depois de revelar sua sexualidade para Toni, a mãe de Cheryl a manda a um convento para receber terapia de conversão gay. Com O Mau Exemplo de Cameron Post e Boy Erased – dois filmes que lidam com terapia de conversão gay – sendo lançados esse ano em meio a comentários controversos feitos pela a administração de Trump compactuando com a prática, Madelaine esperava a reação positiva que a estória de Cheryl se assumindo recebeu? “Eu estava positivamente surpresa com o quanto isso ressoou com nossos fãs,” ela diz. “Eu não tinha ideia que isso seria algo tão grande para eles e eu estou feliz que foi, porque foi muito importante para mim como atriz descobrir o que a fazia ter tique.”

A repressão da sexualidade de Cheryl, Madelaine sugere, é uma das razões principais pelas quais ela inicialmente se encontrava muito fria. “Eu acho que Cheryl evoluiu a muito mais do que uma ‘menina malvada’, o que raramente aconteceu.” Agora ela está em um relacionamento com Toni – ou ‘Choni’, como seus fãs afetivamente as chamam – e ela está finalmente vivendo sua verdade.” Isso a permitiu começar a “se abrir muito mais e ser um pouco mais atenta ao jeito que ela sai com as pessoas. Você assiste sua personagem virar uma das heroínas.”

Os adolescentes de Riverdale experienciam um conjunto de problemas sociais – uso de drogas, desalojamento, cultura de gangue – mas a experiência colegial de Madelaine foi bem diferente. “Eu não fui para uma escola normal – fui para uma escola de artes que era bem pequena. Então minha experiência escola foi particularmente diferente da de Riverdale.” Ela ri, dizendo: “Eu não acho que muitas escolas dos EUA têm assassinatos e drama do jeito que nossa série tem – Eu espero que não, pelo menos!” Riverdale não tem pretensão de realismo; em vez, Madelaine enfatiza fornece uma “versão intensificada” de jovens encarando problemas.

Centenas de tópicos no Reddit, páginas no Tumblr e blogs online têm sido dedicados a Riverdale. Várias hilárias teorias de fãs têm sido propostas. Algumas acreditam que Riverdale é o inverso de Stranger Things, para onde Barb escapou na primeira temporada (Shannon Purser, que interpreta Barb, aparece em ambas as séries). Outros, depois do episódio musical na segunda temporada, gostam de acreditar que Riverdale é o High School Musical num universo paralelo sombrio. Madelaine acha a teoria de que Cheryl é uma bruxa a mais convincente – e os Blossoms definitivamente têm a mansão Gótica para combinar.

No entanto, Madelaine está mais impressionada com o fato dos fãs terem adivinhado a sexualidade da Cheryl antes de ser revelada. “Eu vejo teorias de fãs onde eles adivinham o que vai acontecer por uma foto,” ela diz. “Eles são incrivelmente inteligentes e eles são muito bons em pegar os pequenos detalhes em qualquer coisa.”

Está claro que Madelaine quer manter um bom relacionamento com seus fãs. No começo, ela estava “realmente lutando com fãs procurando uma separação entre Cheryl e eu. Eu estava recebendo muito hate na internet e isso realmente me machucava porque eu sou muito o oposto de Cheryl.” Começando seu canal no YouTube, que agora tem quase 3 milhões de inscritos, foi inicialmente assustador. Mas agora, ela percebe que isso “criou um relacionamento diferente entre meus fãs e eu. É legal ver o verdadeiro eu agora e eu consigo quebrar essa barreira que eu pensava que existia.”

 

Fonte: TMRW Magazine

Tradução e Adaptação: Madelaine Petsch Brasil