Madelaine Petsch concede entrevista a Elle Magazine – Madelaine Petsch Brasil

Madelaine Petsch concede entrevista a Elle Magazine

Publicado por Alice

Em Riverdale, a paródia sombria e melodramática da Archie Comics (que recentemente terminou sua quarta temporada), a personagem Cheryl Blossom é conhecida por ser extremamente estilosa e incrivelmente vingativa. Embora em alguns aspectos ela seja uma incompreendida sobrevivente de trauma, Cheryl também é uma mentora da vingança capaz de torturar seus inimigos. O que é particularmente maluco considerando que a mulher que interpreta Cheryl, Madelaine Petsch, de 25 anos, é notavelmente uma alma gentil. Pontos de comparação: Certa vez, Cheryl Blossom usou uma máscara de gás vermelho-cereja para jogar inseticida na sua própria mãe e depois a prender num bunker improvisado (para ser sincera, a mãe dela mereceu bastante). Petsch, por outro lado, é uma vegana vitalícia que quer ajudar outras pessoas a acolher uma dieta baseada em plantas de um jeito inspirador e acessível. Cheryl Blossom já colocou uma colméia em cima da mesa do diretor da escola. Petsch nunca machucaria uma abelha. Veem? Bem diferente.

“Eu tive sorte de crescer com dois incríveis pais ecológicos, que impregnaram esses pensamentos em mim,” diz Petsch, que cresceu no estado de Washington, se alimentando do jardim de sua família. Quando ela tinha três anos, seu pai a ensinou “sobre os pequenos números no fundo dos plásticos” e quais evitar. Na escola primária, ela foi zoada por trazer seu almoço em um recipiente reutilizável ao invés de um saquinho de plástico. Hoje em dia, ela ainda tenta utilizar a menor quantidade de plástico que ela pode, seguindo simples passos, como não usar as sacolas de vegetais no supermercado. “É louco pra mim as pessoas ainda utilizarem utensílios de plástico,” ela diz, “Não é tão difícil trazer seus próprios utensílios dentro da sua bolsa!” E sim, ela tem fortes opiniões sobre canudos de plástico também: “Apenas beba direto do copo–é muito fácil. Você está preocupado com o quê? Manchar seu batom? Ele vai ficar bem.”

Mas Petsch quer ter certeza que suas fortes opiniões nunca se transformem em pregação para seus fãs–sem pequenas considerações, considerando que ela tem mais e 18 milhões de seguidores no Instagram e quase 5 milhões de inscritos em seu canal do YouTube. E com essa grande alcance na mídia social, vem grande responsabilidade. É por esse motivo que ela é membro do conselho da Associação Ambientalista da Mídia, uma associação sem fins lucrativos que trabalha com a indústria de entretenimento para encorajar práticas ecológicas. “Eles te dão as ferramentas necessárias para ser possível falar sobre qualquer e todo tipo de problema envolvendo o meio ambiente,” Petsch diz. “Se você usa essas mensagens, você pode ter um grande alcance positivo.”

Petsch sabe desde a infância que forçar suas crenças para alguém, não fará essa pessoa acreditar em você. Crescendo sem religião, seus colegas tentavam empurrar ela nas coisas que acreditavam e as conversas deixavam ela com a sensação de estar fazendo algo errado. “Isso está realmente preso comigo durante minha vida toda. Agora, quando eu quero expressar uma mensagem sobre o meio ambiente ou veganismo, eu tento fazer isso positivamente e dando para as pessoas a informação para tomarem suas próprias decisões.”

Ela também quer tornar o veganismo algo divertido. Em um de seus vídeos no YouTube, ela e seu atual namorado na época, Travis Mills, foram a um festival vegano, o que ela diz seu sua versão do ‘Coachella’. Em outro vídeo, ela prepara cinnamon veganos. “Eu quero ensinar as pessoas o quão positivo e fácil é ser vegano. Não quero que eles vejam como um fardo.” Claro, tem seus lados negativos. Pode ser difícil durante uma viagem. “Eu tive uma grande dificuldade para comer em Paris.” ela diz, mas ela deu seu jeito com barras de proteína e pó verde em sua mala, sempre dando um jeito de achar algo. “Não há um lugar que você vá que não tenha um prato com vegetais.” ela diz rindo.

Obvio que Petsch sabe que para algumas pessoas não comer carne é impossível e alguns são apagados pela comunidade vegana. “É um movimento que pode ser um pouco radical as vezes. E sim, eu acredito que devemos ser radicais, mas eu também acredito que deveríamos estar tentando convencer o máximo de pessoas possível para abraçar o movimento vegano.” Ela diz que as vezes até se sente banida pelos seus seguidores veganos por participar de participar de desfiles de marcas que usam produtos derivados de animal. “São coisas como essas que fazem as pessoas terem medo de ser veganas e mesmo que seja apenas uma refeição vegana por dia, por que não tentaríamos incorporar mais pessoas ao movimento fazendo elas se sentirem confortáveis?”

Ao lado de não comer carne, Petsch diz que ela se preocupa com a extinção de certas espécies e o boom das marcas de carbono. “Eu me assusto com o que meus filhos e meus netos irão ver.” ela diz. Esse é o porquê ela estar fazendo sua parte para fazer mais pessoas a adotar hábitos com consciência ambiental. Mas ainda há uma personagem que talvez nunca seja convencida: “Eu acho que a Cheryl é provavelmente uma carnívora, infelizmente.”

Fonte: Elle Magazine

Tradução e Adaptação: Madelaine Petsch Brasil